Dia 11 de fevereiro foi declarado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o “Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência”.  

Data celebrada desde 2015, tem como objetivo fortalecer o compromisso global com a igualdade de direitos entre homens e mulheres, principalmente voltado para a área da educação. 

Meio científico ainda é considerado algo “machista” 

As áreas das ciências, sejam elas exatas, da terra, biológicas, da saúde ou engenharias, é comumente preenchida por profissionais masculinos.  

Segundo dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), estima-se que apenas 30% dos cientistas do mundo são mulheres. 

Nomes como Ada Lovelace, Marie Curie, Janaki Ammal e Hipátia de Alexandria são algumas que marcaram história no campo das ciências. 

Mulheres do Torri na área da ciência 

O Colégio Torricelli tem excelentes profissionais dessa área de estudo.  

Seja biologia com a professora Débora Anne, química com a Solange Chiovitt ou as professoras Mariana Calli e Leticia Schmidt em ciências. 

Mulheres que experienciaram preconceitos por estarem em um ambiente é predominado por homens. 

“Quando comecei a dar aula no técnico em 2018, senti um pouco de resistência de alguns alunos por serem mais velhos e pela minha aparência, por não aparentar a idade que eu tenho”, declarou a professora Solange. 

Já, para a professora Débora Anne, um dos maiores julgamentos que as mulheres enfrentam é a questão de possuir uma carreira científica e ter filhos. 

“A gente sofre bastante com isso, porque a primeira pergunta que fazem é se vamos conseguir ter dedicação exclusiva”, declara a bióloga.  

A educadora de biologia ainda complementa que uma questão muito levantada é como a mulher pode ser uma boa mãe em se dedicar ao trabalho e, como ela pode ser uma boa cientista se também tem o papel de mãe. 

Uma questão levantada pela Solange é o fato da mulher ser “multitarefas”. 

“Ela é multifunção, ela consegue gerir tudo aquilo com maestria. Ela consegue trabalhar na indústria, consegue cuidar de casa, cuidar de filho, cuidar de marido, tudo ao mesmo tempo harmônico”. 

Como o Torri estimula que mais mulheres façam parte das ciências 

O incentivo de que mais meninas entrem para o meio científico é algo fortemente empregado no Colégio Torricelli. 

Seja através de práticas laboratoriais ou competição em Olimpíadas de Ciências, os estudantes, no geral, são estimulados a participarem dessa área. 

“Os alunos hoje buscam fazer coisas diferentes, buscam ser úteis e o que vejo, quando eles vão para o laboratório os olhos brilham, principalmente quando fazem uma reação e a reação acontece, o produto. Eles ficam maravilhados com aquilo, foi algo que eles fizeram”, relatou a professora de química. 

Além do curso técnico em química, o Colégio Torricelli oferece, ao todo, 5 itinerários e eletivas dentro do campo das ciências.  

“Por meio desses Itinerários e das Eletivas, vamos tentar mostrar para o aluno o que é a prática”, comenta Débora Anne. 

Contudo, não é a apenas o colégio que possui um grande interesse em mostrar que as meninas podem seguir o meio científico. 

A Faculdade Torricelli possui três cursos na área da engenharia: Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecatrônica. 

Como comentou a professora Solange, não se pode colocar empecilhos nos sonhos. Seja para seguir na área das ciências, das humanas ou qualquer outra, o importante é se impor e mostrar que sempre deve haver igualdade de gênero nas áreas profissionais.