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Desde a antiguidade, os britânicos possuem uma expressão para designar um momento de comemoração após uma época de boas colheitas “Samhain” (tradução: fim do verão). Um festival que durava três dias e começava no dia 31 de outubro. Nesse festival, diversas energias da cultura celta eram cultuadas, pois acreditavam que era um momento em que os portais entre os mundos estavam abertos e logo pessoas que já se foram ou até mesmo deuses podiam se comunicar com os vivos.

Esse ritual foi realizado por anos, até que o catolicismo começou a penetrar nas terras nórdicas e a expressão “All Hallows’ Eve”, algo como, dia de todos os santos, começou a ser usada para se referir ao período. Devido os rituais serem perseguidos muitas pessoas optavam por utilizar fantasias como uma forma de distrair a população católica para que as energias e até mesmo supostamente os “mortos” pudessem transitar por nosso mundo sem serem percebidos, dando origem ao famoso Halloween.

Conforme o catolicismo se expandia, os Papas passaram a oficializar datas para o dia de todos os santos e o Halloween, que se fixaram próximas da passagem de outubro para novembro. Ambas as festas conseguiram sobreviver através de um sincretismo, e com a chegada dos europeus na América e a colonização, nós assimilamos também parte dessa cultura e realizamos estes festivais. No México, por exemplo, a morte era cultuada pelos povos astecas através da deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a “Dama da Morte”. Eles acreditavam em um mundo espiritual e na possibilidade de se comunicar com falecidos nesse momento.

Com a chegada dos europeus e o sincretismo, a crença ficou cristianizada e se tornou no famoso “Dia dos mortos”, onde milhares de pessoas vão as ruas com rostos pintados de caveiras e fazem festas e oferendas a seus entes queridos falecidos.

Atualmente o intuito desses dias é muito mais festivo do que ritualístico. No mundo todo, pessoas se reúnem para vestir-se com fantasias e festejar, ou então, lembrar dos seus entes queridos e de pessoas especiais, pois a história possui esse poder de realizar o sincretismo, construindo uma grande diversidade e uma cultura multifacetada que encontra sempre um espaço para manter viva as práticas do passado unidas ao presente.

Professores: Jonatan, Rodrigo e Thaise.